A diversão entra em nossos lares sem bater à porta. E são tantas, que na ansiedade da escolha, nem sempre escolhemos de fato, a melhor. Hoje se “produz cultura” em linha de produção... E a plateia, perdida entre tantas ofertas, escolhe, descarta, se perde... A tecnologia vertiginosamente avança. A roda gira, mas o homem não tira o pé da base... E se a base está nas escolas, no chão das fábricas, nos espaços alternativos... é para lá que vamos.

Não temos a pretensão de mudar o mundo. No entanto, quem faz Cultura tem o compromisso de contribuir na construção de um mundo melhor, onde os verdadeiros valores estejam em seus devidos lugares e as diferenças sejam respeitadas para que não haja diferença.

O Teatro é talvez, a única Arte que necessita do pulsar e do respirar de uma plateia. Se a plateia, de algum modo, não o procura mais com tanta frequência, Ele, pela sua prõpria sobrevivência, rompe o conforto das quatro paredes e sai à caça de novas plateias... Sem glamour, sem luzes, sem cortinas de veludo... Mas, com vida.